Catarina Furtado

CATARINA FURTADO

Catarina Furtado - Vida Profissional

Já se nota bem a “barriguinha” de Catarina Furtado, mas o facto não faz com a que apresentadora perca a energia. Feliz e profissional como sempre, ela apresenta “Dança Comigo”, a mais recente aposta da RTP 1 para os sábados à noite. Possui formação em dança. -Acha que, por isso, vai ser crítica com os concorrentes?
Catarina Furtado: Não irei ser critica porque não é esse o meu papel. Tentarei, como sempre (às vezes é difícil e eu assumo as minhas emoções), ser imparcial. Mas penso que me vou surpreender bastante com os excelentes concorrentes/convidados e ajudar a que seja mais uma grande produção para a RTP. O júri foi também escolhido a dedo e vai cumprir muito bem a sua função.

-Que expectativas tem para este formato que agora apresenta?
C.F.: A RTP tem conquistado novos públicos não se afastando dos seus fiéis seguidores. Nesse sentido, “Dança Comigo” é um projecto que vem nessa linha: moderno, divertido, com glamour, que não sede à tentação do voyerismo de outro tipo de formatos. Mais uma vez, fico muito contente que para este tipo de formatos a RTP conte com a minha colaboração.

-É um programa feito à sua medida?
C.F.: É um programa onde eu me sinto muito bem.

-Não a assusta deixá-lo na recta final?
C.F.: Não me assusta absolutamente nada, antes pelo contrário. Cada sessão terá a sua história. Felizmente estou a passar uma fase abençoada da minha vida (a gravidez). Veio na altura certa, não a trocaria por projecto nenhum e, por isso, o programa contará com dois registos de apresentação diferentes, que o público já reconhece, e ficará mais rico, a meu ver. Por outro lado, sempre disse que existiam três ou quatro pessoas da nova geração que eu acho talentosas e a Sílvia (Alberto) é, sem dúvida, uma delas. Foi uma decisão a três: RTP, Sílvia e eu.

-É reservada no que toca à vida privada. Assusta-a partilhar a gravidez com o público?
C.F.: Assustar? Porquê? Uma coisa é eu abrir a minha intimidade, o meu cantinho e desatar a contar histórias banais, iguais a tantas outras sobre este meu estado, que só a mim e ao meu marido dizem respeito. Outra é o público apenas ver a minha barriga crescer. Não me importo, aceitei e até acho ternurento. Não irei utilizar o programa para falar de mim. Os concorrentes, mais uma vez, são os protagonistas e de mim espera-se que desempenhe bem o meu papel de apresentadora.

Catarina Furtado apresenta: “Príncipes do Nada” na RTP1

Foi com alegria e emoção que Catarina Furtado agarrou a nova aposta na área da apresentação. No programa da RTP1 “Príncipes do Nada” alia duas paixões: a da comunicação à da sua condição de embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas. A apresentadora viaja pelos quatro cantos do mundo e segue os passos de voluntários e organizações humanitárias portuguesas, para contar as histórias de quem deles depende.

“Fico muito contente que o Nuno Santos me tenha oferecido este programa nesta altura da minha vida. Está a ser feito com imenso amor e estou a envolver-me a 100%. Há um lado pessoal, personalizado. Proponho que as pessoas sigam o nosso olhar e que, através dos voluntários, se conte uma história”, explica. Tudo começou num encontro informal com Nuno Santos, director de Programas da RTP, que avança: “Temos uma amizade e cumplicidade que duram há quase 15 anos. Apresentei-lhe o projecto, ela acrescentou pormenores e saímos do restaurante com o programa na cabeça”.

Em 26 de Dezembro, a estreia de “Príncipes do Nada” foi dedicada em exclusivo à Indonésia, no dia em que passou um ano da catástrofe natural que devastou o território. Os 12 programas que se seguem serão transmitidos semanalmente, a partir de Março de 2006, incluindo reportagens feitas em diferentes países, como Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau ou Brasil.

Em cada um há vivências que marcam a apresentadora, que recorda em especial “o caso de uma rapariga da Indonésia, de 22 anos, que perdeu 16 membros da família, a casa, ficou com uma camisa rota e mais nada. Mas agora ela já sorri e tem planos para o futuro. Essa capacidade que as pessoas têm de dar a volta fez-me muito bem, deu-me uma grande lição. Quando chego a Portugal relativizo tudo”.

Está sempre com as malas prontas para partir e entrar em contacto directo com realidades por vezes chocantes não é fácil para Catarina Furtado, mas a vontade de mostrar ao mundo o que se passa por vezes tão perto de todos nós dá-lhe força para continuar. “Fisicamente é cansativo porque temos de nos deslocar por sítios em que às vezes nem há estradas. Mas disso não me queixo. Claro que emocionalmente é exigente, não vou dizer que não sofro com isto. Só vamos a países em que as coisas estão complicadas...” Considera-se acima de tudo “uma privilegiada por ser uma mensageira” destas histórias de vida que podem tocar quem está em casa e incentivar ao aumento do número de voluntários portugueses.